bobagem 577: vu

Escrito por Paulo de Toledo às 09:49:17 AM
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bobagem 576: dicas de leitura
Luci Collin: Vozes num divertimento, Travessa dos Editores, Curitiba
Fabiano Calixto: Sangüínea, Editora 34, São Paulo
Há pouco tempo, a Luci e o Calixto me presentearam com seus livros.
O da Luci é de prosa, uma prosa bem diferente, nada do naturalismo chatinho que grassa por aí.
O do Calixto é de poesia. Recomendo o poema “Obituário literário com figuras de gatos e ratos”. Os últimos versos são assim:
de um pulo a outro salto, uma gangue
de gatos retalha a noite com sangue
de restos de ratos que das tripas, as tropas
de versos, vazam as mais soberbas sopas.
Procurem por eles e boa leitura.
Escrito por Paulo de Toledo às 08:36:39 PM
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bobagem 575: genitália

Escrito por Paulo de Toledo às 11:56:32 PM
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bobagem 574: meu blog no cronópios
http://www.cronopios.com.br/blogdotexto/blog.asp?id=3358
Escrito por Paulo de Toledo às 11:45:09 AM
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bobagem 573: dna

Escrito por Paulo de Toledo às 10:19:58 AM
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bobagem 572: dói
um doido e doído sentimento ora me corrói dele só rio quando dói
Escrito por Paulo de Toledo às 04:32:56 PM
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bobagem 571: em homenagem à "lei seca"

Escrito por Paulo de Toledo às 10:59:00 AM
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bobagem 570: cala

Escrito por Paulo de Toledo às 02:54:50 PM
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bobagem 569: eblisianos
A editora Éblis acaba de publicar mais dois livros, Camisa Qual, de Cândido Rolim e Passeios na Floresta, de Ademir Demarchi.
Como o livro do Cândido ainda não chegou nas minhas mãos, transcrevo aqui um poema do meu camarada Ademir que tem tudo a ver com este medium pelo qual nos comunicamos.
oriente próximo
após a senha a sanha do provedor vizir
e suas mônadas páginas nômades
o deserto eternamente móvel
eletroniza-se nos grãos/bits de areia
miragens informacionais
dunas moventes de dados gélidos
oásis-sites
cameloe-mails
cimitarras in time
incensos tolos
vestais virtuais
e sedutores portais
Acessem o site da Éblis e comprem os livros. Tirem o escorpião do bolso!
Comprar livro na Éblis é mais barato que uma noitada de cerveja e muito muito muito mais barato do que uma assinatura de TV a cabo.
Viva a Éblis!
Escrito por Paulo de Toledo às 02:41:21 PM
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bobagem 568: caidinhas

Escrito por Paulo de Toledo às 09:37:02 AM
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bobagem 569: antonio cicero e o fim do experimento
Quer saber sobre o fim do experimento?
Escrito por Paulo de Toledo às 11:30:18 PM
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bobagem 568: + 2 lançamentos éblis
Visitem o site e confiram as novidades: http://editoraeblis.blogspot.com/
Escrito por Paulo de Toledo às 10:37:54 AM
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bobagem 567: arvore

Escrito por Paulo de Toledo às 08:36:51 PM
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bobagem 566: haicuasi

Escrito por Paulo de Toledo às 12:29:51 AM
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bobagem 565: bloomsday
bloombloom
paticumbloom
prugurumbloom

Escrito por Paulo de Toledo às 04:24:28 PM
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bobagem 564: viajando no caos
A linguagem verbal da não-poesia foi criada para organizar o caos do mundo.
Mas, quando a linguagem verbal da não-poesia transforma-se em mais um objeto no caos do mundo, ela perde seu poder organizador (por isso é que as pessoas falam e escrevem sem parar... mas o caos sempre vence). A poesia, feita também da mesma linguagem verbal da não-poesia, também é feita para organizar o mundo.
Mas, diferentemente da linguagem verbal da não-poesia, a poesia não se confunde com o caos do mundo por ser um objeto inconfundível. E por que inconfundível? Porque a não-poesia é como a fala que, quando se confunde com o ar, desaparece ("palavras, o vento leva"); e a poesia é como uma escrita — gravada em pedra ou em bronze — que, imutável, se perpetua como um eco infinito de si mesma (ainda que impressa na água ou sussurrada em meio à balbúrdia caótica de uma multidão de idiotas).
Escrito por Paulo de Toledo às 06:23:23 PM
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bobagem 563: salve! salve!

Escrito por Paulo de Toledo às 11:11:19 AM
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bobagem 562: rubro

Escrito por Paulo de Toledo às 11:03:39 AM
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bobagem 561: duro

Escrito por Paulo de Toledo às 02:51:06 PM
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bobagem 560: o livro do ariel
NO DESERTO COM MARCELO ARIEL
Quantos poetas brasileiros contemporâneos conseguem fazer uns versos como estes?
A noite caindo como um suicida, refaz o movimento de uma pérola descolando
Meu camarada Marcelo Ariel lançou, há coisa de um mês, seu livro Tratado dos Anjos Afogados, no qual podemos ler os versos acima, que estão no poema “No deserto com Paul Bowles”. Como eu disse, o Ariel é meu camarada, portanto, isso que você está lendo não é uma crítica distanciada, fria, de um livro de poemas. Não, este texto é uma forma de abraço. Mas, para ser inteiramente sincero comigo mesmo e, principalmente, com o Ariel, devo dizer o que eu “senti” lendo esse livro que, certamente, é melhor do que 90% dos livros de poemas lançados nos últimos tempos por estas plagas. Primeiramente, o poema “No deserto com Paul Bowles”, na minha opinião, i.e., pro meu gosto, poderia ter a metade do tamanho. Não acho que o resto do poema faça jus à genialidade dos versos citados. Me parece que algo parecido acontece com o livro. O Tratado dos Anjos Afogados tem em torno de 80 a 90 poemas. Se tivesse 50, o livro conteria realmente o “mel do melhor” do Ariel. Não que haja poemas ruins, pelo contrário. Não há um poema “amador”, daqueles que lemos em muitas revistas literárias (em papel ou em pixel) e blogs. Vou tentar me explicar. Imagine se você pegasse um livro de coletânea de contos do Machado e essa coletânea misturasse contos geniais como “Missa do Galo”, “A Cartomante” e a “A Causa Secreta” (da segunda fase machadiana) com contos otimamente escritos, mas sem aquela mesma genialidade, como “Miss Dollar” e “Frei Simão” (da sua primeira fase). Obviamente, você leria todo o livro, inclusive esses últimos — que são deliciosos —, mas quais contos você faria novas e novas e novas releituras? Creio que você já entendeu meu ponto de vista. Então, se o Tratado dos Anjos Afogados contivesse mais ou menos 50 poemas, ele seria como uma luta de boxe (vou no embalo do Cortázar) que durasse apenas um round e os contendores tivessem que partir pra cima sem nem tempo de “estudar o adversário”.
Mas, voltemos aos versos que iniciam esta peroração (puxa, nunca usei essa palavra na minha vida!).
A noite caindo como um suicida, refaz o movimento de uma pérola descolando
Logicamente, cada um pode “ver” o que quiser nesses versos. Eu vejo o seguinte: a manhã chegando com sua luz (a pérola/sol) e o som do suicida caindo no solo como o som quase inaudível da pérola que se descola. Delicadeza. Ternura. Beleza. A luz e a treva num espetáculo de cores e sons, de vida e morte, de poesia e silêncio. Ouçamos o gerúndio (des-co-LAN-do) tornando looonnngooo e leeennntooo o movimento das coisas, e, portanto, tornando perceptível o que quase sempre oculta-se em ostras inacessíveis. (Não é essa a tarefa do poeta?) O som da pérola descolando: jóia talhada em versos.
Escrito por Paulo de Toledo às 05:12:37 PM
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